terça-feira, 31 de maio de 2011
Minha mente é um porta-lembranças de frases formuladas, mas nunca ditas. De ações impulsivas e amores incompletos. Coloco pontos finais considerados permanentes em histórias mal resolvidas, e disfarço desiquilibrio emocional fingindo felicidade. Esbarro em sentimentos, procuro alguém que saiba acompanhar e não só ficar junto. Alguém que queira causar um sorriso, antes de carregá-lo no rosto. Participo de dias certos, tentando relembrar vontades que dias atrás eram prioridade e penso em hipóteses do que pode acontecer sem qualquer esforço meu. Sou levada pela vida no intuito de me perder, ou encontrar alguém tão perdida quanto eu. "
domingo, 29 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
O que tem de ser, tem muita força. Ninguém precisa se assustar com a distância, os afastamentos que acontecem. Tudo volta! E voltam mais bonitas, mais maduras, voltam quando tem de voltar, voltam quando é pra ser. Acontece que entre o ainda-não-é-hora e nossa-hora-chegou, muita gente se perde. Não se perca, viu?
segunda-feira, 23 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Hoje eu saí da cama por sair. Sem nenhuma razão. Sem nenhum motivo. Sem saber se valeria a pena, ou não. Meu mundo anda tão triste, tão cinza. Como se as árvores estivessem secas, o céu estivesse nublado e o vento mais gelado. Os segundos levam uma eternidade para passar, e as lágrimas contidas em meus olhos insistem em querer escapar. Talvez fosse melhor voltar para o quarto, girar a chave da porta e permanecer por lá. Sentindo a solidão penetrar sob minha pele e atingir em cheio a minha alma. Ou comprar a primeira garrafa de vodka que surgir, e esquecer momentaneamente tudo aquilo que me faz mal. Mas, sinceramente? Nada disso irá alterar nada. Talvez seja melhor sentar e esperar. O tempo cura tudo, não é o que sempre nos dizem?
segunda-feira, 16 de maio de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
Eu sou sim a pessoa que some, que surta, que vai embora, que aparece do nada, que fica porque quer, que odeia a falta de oxigênio das obrigações, que encurta uma conversa besta, que estende um bom drama, que diz o que ninguém espera e salva uma noite, que estraga uma semana só pelo prazer de ser má e tirar as correntes da cobrança do meu peito. Que acha todo mundo meio feio, meio bobo, meio burro, meio perdido, meio sem alma, meio de plástico, meia bomba. E espera impaciente ser salva por uma metade meio interessante que me tire finalmente essa sensação de perna manca quando ando sozinha por aí, maldizendo a tudo e a todos. Eu só queria ser legal, ser boa, ser leve. Mas dá realmente pra ser assim?
sábado, 14 de maio de 2011
Há tantas coisas que eu guardei pra mim, tantas opiniões, tantas dúvidas, tantos medos, tantas complicações, tantos segredos. Tantas coisas que eu deixei que ficassem só dentro de mim. Aqueles sentimentos impróprios, aquelas atitudes idiotas e feitas sem antes pensar, aquelas criticas, aquelas opiniões erradas sobre pessoas que eu odeio ou até que eu ame, aquelas duvidas que só eu sei que só eu consigo entender, aqueles medos que são os maiores e as vezes os mais ridículos, aqueles pensamentos idiotas e imprestáveis, mas que nos ajudam a seguir em frente. Coisas que ninguém soube e que ninguém nunca saberá.
Tudo parecia seco demais, amargo demais, às vezes sem gosto, sem prazer. E eu me perguntava o que eu tinha, se era normal, se alguém já havia se sentido assim. Depois de algum tempo, pouco - pra mim parecia muito -, percebi que o que eu tinha era algo normal, comum, algo que todos já tiveram e muito ainda terão. Então quando superei me perguntaram o que eu tinha, e respondi: “Meu coração estava machucado”, mas parecia ser meu corpo todo.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Pra sentir, é preciso querer. Querer se arriscar, se submeter a momentos fortes, querer um só alguém pra si. É muito querer, pra que nem sabe se pode ter, se pode sustentar o que possui. É tanta coisa que se quer e que, pouco se busca. Eu fujo dessas coisas, eu fujo de sentir por que não me faz bem. Sentir, pra sentir precisa de muito esforço, vontade.
E felizmente, não me submeto ao que não quero. Desculpe, me aceite.
E felizmente, não me submeto ao que não quero. Desculpe, me aceite.
Mania de jogar o cabelo pro lado. Mania de sorrir quando sente alguém olhando demais. Mania de coçar os olhos e olhar o visor do celular como se houvesse chegado alguma coisa e não viu. Mania de estudar escutando música e revirar os olhos sempre que escuta, ouve ou vê alguma bobagem. De sorrisos, de olhares, de vozes e cheiros. Mania de achar que nem tudo é aquilo que se vê. De imaginar situações com quem nunca viu e se arrepiar, sorrir, se desesperar por isso. Mania de fechar os olhos antes de dormir e te desejar boa noite em pensamento: dorme bem, sonha comigo, te quero bem.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
É um aperto constante no peito, é acordar às 4 horas da manhã com o sorriso dele no pensamento, é dormir com o celular do lado esperando uma mensagem qualquer, é sonhar e achar que é realidade, é querer ir atrás no meio da madrugada, é olhar pra um qualquer na rua e o coração disparar pensando ser ele. É a esperança que mata.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Chorei três horas, depois dormi dois dias.Parece incrível ainda estar vivo quando já não se acredita em mais nada. Olhar, quando já não se acredita no que se vê. E não sentir dor nem medo porque atingiram seu limite. E não ter nada além deste amplo vazio que poderei preencher como quiser ou deixá-lo assim, sozinho em si mesmo, completo, total.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Eu briguei com meu coração. Disse que jogasse o amor antigo fora. Ele deu nó. Coração não entende ordens. De um lado a razão exigindo. De outro o coração tentando. A verdade é que nem tudo sai como o planejado. Mas a gente tenta. Um amigo meu me disse que fica surpreso como eu racionalizo os sentimentos. Eu perguntei se falava de mim. Acho que sofro calada. Calada. Maquiada. E de salto alto. Mas manter a pose cansa. Cansa ser racional. Cansa enganar o coração. Cansa ser forte.
domingo, 1 de maio de 2011
Você invadiu meu mundo imaginário.
Lá seguiu pela estrada dos pesadelos, atravessou o rio de lágrimas, cortou caminho pela floresta obscura das palavras, enfrentou minha ira, subiu o abismo da minha depressão, caiu por entre flores mortas, passou pelo inferno da compreensão.
E não desistiu de mim após o primeiro NÃO, depois de passar pela tempestade de insanidade encontrou meu coração e foi lá que você escondeu, bem no fundo, o amor.
Onde pudesse crescer e dominar os meus medos pra que eu, finalmente pudesse te gostar.
Eu tento preencher minha vida com o vazio das palavras das músicas que ouço. Eu tento não olhar para trás, porque só o passado tem o poder de remeter-me às mais diversas sensações e ocasiões que deveriam ser esquecidas. Eu tento sorrir com um ar de compaixão a fim de jamais ferir os já feridos. Eu tento me segurar enquanto miro meus olhos que não dizem uma palavra, mas que acabam falando tudo. Nunca fui o que quis. Nunca quis o que fui. Nunca fui invadido por uma felicidade duradoura. E sim quiseram, tentaram. Eu tentei tudo o que não tive. Pensei em todos os detalhes que não deram errado, mas a diferença também foi minima.
Gosto de coisas simples, como ler frases bonitas, pensar nelas, mesmo sabendo que elas não vão me mudar mas, sentir que sou o que não sou para me satisfazer.
Gosto de coisas simples, como ler frases bonitas, pensar nelas, mesmo sabendo que elas não vão me mudar mas, sentir que sou o que não sou para me satisfazer.
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